Publicado por: hemodialisando | 15/06/2011

Filtrando vidas

Saiba as principais diferenças da diálise no tratamento de quem sofre de insuficiência renal crônica

Os rins têm a função de eliminar substâncias tóxicas do organismo por meio da urina. Atuam também na eliminação de água e de sais minerais, realizam o controle da acidez do sangue e ainda auxiliam na produção de hormônios. No entanto, quando esses órgãos sofrem de alguma doença crônica que leva à perda dessas funções, a pessoa apresenta sintomas como náuseas, vômitos, inchaços, palidez, anemia, perda de apetite, fraqueza, além de alterações no próprio sangue com o aumento de uréia e perda de potássio. E desses sintomas, resulta a insuficiência renal crônica.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), no Brasil, apenas 33% dos portadores da insuficiência recebem tratamento adequado e os 67% restantes (cerca de 100 mil doentes) morrem antes mesmo de iniciar a diálise. (UOL-BoaSaúde). Segundo o diretor técnico da clínica Nefron, localizada em Contagem, Dr. Roberto Eduardo Salum, uma das maiores causas da insuficiência renal crônica atualmente no Brasil, é a hipertensão. “Com o aumento da idade e a obesidade, devagarzinho estamos aumentando a proporção da diabete como uma das principais causas da insuficiência renal, e talvez ela venha a superar a hipertensão em algum tempo”, alerta Salum.

Tratamento

 A diálise é um tratamento que retira as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, normalizando seu equilíbrio. Dentro desta modalidade, existem os recursos da hemodiálise, da diálise peritoneal e o transplante.

 Na hemodiálise, uma máquina age como um rim artificial, limpando e filtrando o sangue. Para esse tratamento são necessárias quatro horas diárias na máquina, numa frequência de três vezes por semana, para a retirada de todas as impurezas do sangue.

Existe ainda a diálise peritoneal, que consiste na retirada de impurezas por meio de um cateter permanente introduzido no abdômen do paciente “Ao invés de usar o sangue como mecanismo de troca, é utilizado um cateter de maneira que o liquido sai e retorna para a barriga do paciente”, explica Dr. Roberto Salum.

Assista ao vídeo abaixo e confira mais detalhes sobre o assunto.

Transplante de rins

O transplante de órgão não garante a cura completa. No entanto, todo paciente que possua condições clínicas para realizá-lo, deve verificar as possibilidade com seus respectivos médicos. “Os pacientes devem se inscrever no MG Transplantes, e durante o período de espera na fila devem seguir à risca a dieta orientada por um nutricionista, fazerem o uso certinho dos medicamentos e continuarem o tratamento de hemodiálise, explica a enfermeira coordenadora da área de nefrologia do Hospital da Baleia, Cecília Florêncio.

Por Danielle Pinheiro, Débora Gomes, João Paulo Costa Jr.e Raphael Jota.

 


Responses

  1. Sou portadora de insuficienci renal cronica em estágio 4, c/ indicação de transplante inclusive com 5 candidados a doadores e não consigo caminhar rumo a este sonho por causa das burocracias.Enquanto eu ainda tenho uma boa condição física, e não faço diálise “por enquanto”.Por que isso acontece? É negligencia da minha médica, ou é o sistema que é lento e burocrático?


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