Publicado por: hemodialisando | 15/06/2011

Afeto que transformou uma vida

Conheça a relação de amor e esperança vivida por um paciente que sofre de insuficiência renal crônica

De acordo com dados do Ministério da Saúde e Associação Brasileira de Nefrologia, cerca de 93 mil brasileiros sofrem de insuficiência renal crônica e fazem o tratamento de hemodiálise. E faz parte dessas estatísticas, Breno Soares Cordeiro, 46, que há seis anos realiza sessões de diálise no Hospital da Baleia, três vezes por semana.

Breno trabalha em casa, na cidade de Rio Acima (região metropolitana de Belo Horizonte), fazendo consertos de celulares. Casado e pai de três filhos, ele não cansa de afirmar que a família é seu porto seguro e essencial na continuidade do seu tratamento “No inicio foi um baque, tanto para mim quanto para minha família. Mas, como apoio e carinho de todos lá em casa, a coisa fica mais fácil e a gente lida melhor com tudo isso”, destaca.

Breno Soares Cordeiro
Breno Soares Cordeiro

A importância de aceitar

Cordeiro é uma pessoa de prosa fácil e sorriso cativante. Apesar dos aparentes problemas, fez questão de contar sobre a condição de aceitar que sofre de uma enfermidade que é no mínimo, delicada. “Com o passar do tempo tive que me adaptar e me acostumar a essa nova condição de fazer diálise. E as mudanças não foram só comigo, envolveu também meus irmãos, filhos, esposa e pai. Todos, mudaram também suas alimentações e isso facilitou tudo. Se eu olhar para trás, hoje, eu sei que no passado as coisas já foram bem piores”, declara.

O paciente enalteceu também a questão de manter um foco positivo no tratamento. “O segredo para lidar com o problema no rim é se acostumar que não pode fazer certas coisas e se adaptar, pensar coisas boas e manter o otimismo acima de tudo”, completa.

Luta por direitos

Um grande problema encontrado por ele durante o período de iniciação da diálise foi a questão trabalhista. Com tantos filas, levantamentos e questões burocráticas utilizadas pelo INSS foi difícil aposentar. “Com muita dificuldade, consegui aposentar há dois anos. Graças a Deus!”, revela.

Conflitos

A maior dificuldade de Cordeiro é a pouca ingestão de líquido. “Esse mínimo de água ou líquido por dia é difícil viu! No inicio do meu tratamento, achei que seria impossível controlar a vontade de beber água, tomar uma sopa ou suco, mas, a gente aguenta”, contou sorrindo.

Breno, conta da dificuldade em eliminar líquidos corpóreos. “Pensei que não iria durar três meses e ainda hoje passo muito mal e sinto falta de ar, porque sou meio sem vergonha, tomo muito liquido e não pode tomar, mas eu abuso. É muito difícil ficar com pouco liquido, porque os médicos pedem para não tomar mesmo, chupar uma pedra de gelo e ingerir pouquíssima água”, disse.

Relação afetiva

Breno contou que tem uma esposa muito companheira. “Ela me dá segurança. No inicio, ela sempre esteve presente no hospital até me ver mais seguro. Agora, já venho sozinho e ela em casa faz tudo para eu manter uma alimentação adequada”, afirmou.

Segundo Cordeiro, a intimidade do casal foi um pouco afetada pelos inúmeros medicamentos que ele consome e que afetam o desenvolvimento do organismo. “Não é a mesma coisa, mas, a gente se vira bem, nada que atrapalhe a nossa relação que é regada à base de muito companheirismo”, disse.

Apoiado pela família, Breno tem um sonho como a maioria das pessoas que sofrem insuficiência renal crônica, que é de realizar o transplante de rim. Chamado três vezes na fila, ele continua aguardando, imaginando o dia que o rim será compatível. O paciente está na expectativa de receber um rim do irmão que se disponibilizou a ajudá-lo, fazendo os exames médicos de compatibilidade, e quem sabe, ser o seu doador.

Por Iara Fonseca, Izabela Pacheco e João Paulo Costa Jr.


Responses

  1. Achei a materia muito importante, pois esses relatos ajudam muito na recuperacao e tratamento de outras pessos.

  2. Infelizmente as pessoas ainda precisam ser alertadas da importância de serem doadores de orgãos e por isso devemos avisar nossos familiares. afinal, muitos estão só esperando uma oportunidade como essa para viver de forma digna. a dificuldade de achar alguém compatível já complica a situação. portanto, é importante divulgar, disseminar, alertar sobre os problemas e dificuldades sofridos por pacientes de doenças crônicas como Cordeiro. parabéns ao grupo e ao trabalho exercido pelo blog! sucesso!

  3. Posso afirma que não é facíl mas tenho confiança que meu cunhado muito querido um irmão para mim,com certeza vai dar a volta por cima .quem confia no senhor jesus pode vencer!Breno seja sempre assim confiante.Estaremos aqui ao seu lado.

  4. olá a todos tmbem faço dialise a 12 anos,moro em Dourados-MS.Força a tdos e Deus é Bom…


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