Publicado por: hemodialisando | 13/06/2011

Luta, vida e futuro

Etapas de vida de uma brasileira que faz hemodíalise

Cabelos curtos e bem pretos, pele morena, estatura baixa e olhos negros. Essa é Beatriz Santos de Jesus, 47. Ela gosta de ser chamada de Bia e é dona de uma gargalhada marcante que pouco revela os problemas enfrentados por essa mulher.

Beatriz Santos de Jesus

Beatriz Santos de Jesus

A vida de Bia nunca foi fácil. Mãe de cinco filhos, sendo que somente um mora com ela, descobriu há oito meses que sofre de insuficiência renal crônica, que é o resultado de lesões renais irreversíveis que podem ser provocadas pela hipertensão, por uma simples infecção urinária, nefrite, gota ou diabete, que tornam o rim incapaz de realizar as suas funções. No caso dela, o tratamento indicado foi a hemodiálise.

Para sobreviver, recebe ajuda de amigos e duas enfermeiras do Baleia. Suas debilidades físicas não a deixam trabalhar, mas isso não a impede de fazer as sessões de hemodiálise. “Antigamente eu não tinha doença alguma, trabalhava como faxineira, e tinha disposição, só que as coisas ficaram mais difíceis. Tenho agora que fazer as sessões de hemodiálise, que acabaram virando a minha distração. Foram elas também que me fizeram me apegar às pessoas que fazem o tratamento lá”, destaca.

Casa nova e transporte     

Há pouco tempo Bia conseguiu da Prefeitura de Belo Horizonte a doação de uma moradia no bairro Madre Gertrudes. E o transporte dela até o Hospital é feito gratuitamente. “Eu tenho carteirinha do” BHbus” que me ajuda bastante, mas o mais difícil para mim é a bambeza nas pernas, fraqueza e enjôos que sinto após as sessões, porque a viagem da minha casa até o Baleia ainda que seja de graça, é longa”, afirma.

Futuro

Sobre o futuro Bia revela suas expectativas: “Não penso muito no futuro, mas se tiver que querer alguma coisa dele, quero mais saúde para acabar de cuidar do filho que vive comigo”, completa.

A paciente ainda destaca suas relações com as enfermeiras do hospital. “As enfermeiras são meus anjos da guarda hoje e me dão muita força. Quando comecei o tratamento eu estava sem esperança alguma e muito triste. Realmente, não estava aguentando nem ficar de pé e, durante um bom tempo, fiquei internada no Odilon Behrens. Só que depois de um tempo, mudei o tratamento para cá, e fui conversando com elas, criando mais amizade e por causa delas, hoje, declara.

Ouça trechos da entrevista.

Por Iara Fonseca, Izabela Pacheco e João Paulo Costa Jr.


Responses

  1. A mídia está mais preocupada em mostrar repotagens com drogas, violências etc .Muitas vezes esquece de assuntos importantes que precisam ser abordados constantementes. Parabéns pelo trabalho e pela simplicidade do texto

    Abs

    Matheus Azevedo

  2. Parabéns pelo depoimento da Bia. São pessoas assim que nos dão força de seguir adiante com nossos problemas que quase sempre consideramos os mais difíceis. E não são.
    Um abraço a toda a equipe. Sucesso sempre.
    Marisa Teixeira Daniel


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