Publicado por: hemodialisando | 24/05/2011

Saudades de casa

Dona Ana Miranda dos Santos e Valdemar dos Santos

Conheça a história de uma senhora que faz o tratamento de hemodiálise em BH

Ana Miranda dos Santos, 64, é uma legítima baiana: inteligente, trabalhadora e dona de uma conversa fácil. Mãe de dez filhos, veio para a capital mineira por não ter encontrado um tratamento adequado na região em que mora. Ela e seu marido Valdemar dos Santos, 69, têm um sitiozinho na zona rural de Iolanda, pertencente ao município de Belmonte (BA).

“Tem sete anos que faço hemodiálise e agora no mês de agosto faz três que estou tratando aqui em Belo Horizonte. Gosto muito daqui, mas para tratar desse meu probleminha eu tive que deixar meus filhos e netos lá. Disso eu tenho saudades, do meu cantinho e das minhas coisinhas lá em casa também”, contou sorrindo.

Quando foi o diagnosticado o quadro de insuficiência renal crônica, dona Ana, iniciou o tratamento na cidade de Eunápolis. E após fazer quatro anos de hemodiálise  no estado da  Bahia, teve complicações de saúde que acabaram por trazê-la à capital mineira.

O casal vive hoje em Ribeirão das Neves e a rotina da paciente fica entre idas à Igreja, e sessões de hemodiálise no hospital da Baleia as terças, quintas e sábados. “Logo quando eu levanto, vou logo tomar minha insulina, tomar meus remedinhos da pressão e aí vou fazer meu café, limpar a casa, lavar roupa e ir à Igreja. Gosto da minha rotinazinha, mas sinto muita falta do nosso sítio onde meu esposo plantava laranja, jaca e fruta-pão”, afirmou saudosa.

Segundo dona Ana, não e fácil a vida de alguém que faz hemodiálise. “Acho muito difícil sair da minha cidade, largar tudo que é meu lá para vir adquirir saúde. O mais difícil para mim é encontrar vagas na clínica perto de onde eu moro. Mas estou com esperança de conseguir minha vaga para dar seguimento ao tratamento que preciso fazer”, completa.

Dona Ana Miranda dos Santos e Marido

A espera

Pelo fato de Dona Ana já possuir idade avançada e por seu quadro clinico ter se agravado, a paciente já não mais se encontra na fila de transplantes, e o que ela e seu esposo desejam agora é retornar para a sua cidade natal. “Estamos buscando uma vaga para retornarmos para a Bahia. Já fui duas vez para tentar a vaga e a assistência social do Baleia tem nos ajudado muito, já mandou fax e está lutando para nos ajudar. Em Eunápolis a gente consegue vaga só para fazer algumas sessões de hemodiálise e o que queremos é uma vaga fixa toda semana”, afirma Valdemar.

Ouça aqui parte da entrevista com o casal.

Por Ana Lúcia Figueiredo, João Paulo Costa Jr. e Raphael Jota.


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