Publicado por: hemodialisando | 30/04/2011

1º passo – Dos flagelos, motivos e argumentações

1º passo – Dos flagelos, motivos e argumentações

Quinta, 17 de março de 2011.

Falta de tempo e estágio puxado. Professores cada vez mais exigentes e trabalhos extraclasse intermináveis. E as coisas mudaram. Agora? Mato aula para fazer os trabalhos da faculdade.

Entre as aulas cabuladas, tenho matado também um leão a cada dia. A pauta da semana bem que poderia ser dormir e descansar, mas já nem me lembro mais o que é isso! Meu blog ? Coitado, está abandonado. O jeito é romper as barreiras e fazer disso uma prece.

Os velhos amigos continuam bebendo comigo, só que agora matamos nossa sede e afogamos nossos ímpetos em doses cavalares de muito trabalho, experiências jornalísticas divididas, novas convicções e desafios.

Escapismos à parte, a poesia anda meio sumida e tem se escondido num lugar longínquo que não consigo determinar, e é agora, apenas aperitivo.

Quando saio um pouco do automatismo que me enfiei, volto a mim, e me embriagado em doses de insistência para relaxar. Essa insistência, que não é nome de cachaça, tem sido a palavra de ordem de 2011.

A boemia? Que nada, foram os tempos! O encontro com essa antiga amiga fica para outra ocasião.

Essas são algumas máximas que tem povoado minha mente neste semestre. E de todas, talvez a mais recorrente seja a questão dos desafios. Sabe por quê? Porque o quinto período de jornalismo está aí, gritando!

Chegou sorridente e esperando muito de todos nós com mais um “longo” (permitam-me: “loooooooooongo”) Trabalho Interdisciplinar (TIDIR) pela frente. E que vontade de jogar tudo para o alto e fazê-lo só na próxima década; sonho, às vezes.

No entanto, uma consciência imperativa alerta-me que não posso dar vazão aos meus desejos pueris ou fraquejar na altura do campeonato. Já não há mais espaço para lamentação e imaturidades ginasiais.

Então, aterrizo em solo fértil, e sigo rompendo os obstáculos do curso de jornalismo que espinhentos se apresentam.

Esse discurso inicial que mais parece uma nota de desabafo, vocês vão entender agora!

Além de todos os desafios naturais de um estudante de jornalismo, minha família e eu, estamos enfrentando junto de minha mãe, inúmeras baterias de exames, um entre e sai em salas de cirurgias e diagnósticos médicos que, irremediavelmente, nos levam para as terras incertas do tratamento de câncer.

E é justamente aqui, que explico o porquê de ter proposto aos meus colegas o tema do tratamento de hemodiálise em Belo Horizonte. Propus tal temática, pensando no que tenho vivido e, por entender que o tratamento de hemodiálise é tão tortuoso quanto qualquer outro tratamento convencional de câncer.

Toda a tensão, conflitos e as dificuldades que tenho vivido junto à minha família, impulsionaram em mim uma vontade de realizar um trabalho que ousasse traduzir e materializar as dificuldades daqueles que sofrem com alguma enfermidade. E imbuído desses sentimentos de negação, força e fé, sugeri o tema que para minha felicidade, foi abraçado por meus parceiros de trabalho.

A vontade que inicialmente era só minha passou também a ser a deles, e isso foi uma benção para mim! Falar da dor dos outros é entender à minha própria e da minha família, pensei; quando todos, finalmente, aceitaram o que propus.

Pronto! O próximo passo é correr atrás das fontes e manter o firme propósito de viajar como se satélite fosse à órbita daqueles que se deparam com uma grave enfermidade e que, a meu ver, é tão pouca falada ou dado o rigor de noticiabilidade  que merece.

Após pesquisarmos um pouco sobre o tratamento de hemodiálise em Belo Horizonte, e escolhermos o Hospital da Baleia como porto para nossas reportagens, absortos pelo tema e extremamente motivados, marcamos a primeira visita para um domingo.

Por João Paulo Costa Jr. 


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