Publicado por: hemodialisando | 30/04/2011

1º Contato – Um dia para nunca se esquecer

 1º Contato – Um dia para nunca se esquecer

A ansiedade para a primeira ida ao Hospital da Baleia estava exposta na noite anterior, frio na barriga e a expectativa de saber como seria a recepção dos pacientes e acompanhantes. As 7 horas em pé, banho e um café pronta para ir pra BH (já que moro em Nova Lima), meu padrasto me deixou no Belvedere e peguei um ônibus até a Savassi. As 8h30 eu é a Iara nos encontramos e conversamos sobre expectativas e qual ônibus pegar. Ligue para o Raphael e pedi que ele olhasse na internet qual ônibus seria melhor, ai descobrimos que teríamos que pegar dois ônibus. Muita demora até chegar ao Hospital da Baleia (já estava ansiosa).

Assim que chegamos passamos pela recepção e fomos direto à ala da Hemodiálise, na sala das enfermeiras. Lá conversamos com a Cecília, que nos orientou sobre contato com pacientes e se colocou a nossa disposição. Já no meio da conversa ela nos apresentou a uma menina (20 anos) que a pouco tempo começou a fazer a hemodiálise, mas tivemos nossa primeira dificuldade, ela era muito tímida e entendemos que ela não gostaria de falar.

Depois de esperarmos mais um tempo a enfermeira Camila nos chamou e nos levou até a sala onde os pacientes fazem a hemodiálise, não sei ao certo quantos pacientes eram, mas sei que eram muitos. A Camila nos indicou possíveis historias e pessoas que estariam dispostas a contar. Quando estávamos conversando com a enfermeira, uma paciente brincou com ela (com muito bom humor), pronto, achamos a primeira paciente disposta a falar. O nome dela é Beatriz, mas chamamo-la de Bia, uma pessoa com um sorriso lindo no rosto é uma historia de vida de luta, sofrimento e motivos para continuar vivendo. Logo vocês poderão ver uma matéria muito bacana com a Bia. Conhecemos também o Breno um dos homens mais felizes que já conhece e o João uma criança com vários problemas de saúde. Fizemos um contato também com a Andreza, nutricionista que acompanha os paciente, marcamos a entrevista, vamos conhecer como é a alimentação dos pacientes.

Posso falar que essa experiência que tive no primeiro dia no Hospital da Baleia, me fez sair dali um ser humano melhor. Pessoas com problemas sérios de saúde, limitações (financeira e física), pessoas felizes e tristes, pessoas com historias de vida que ensina qualquer um a dar valor ao que tem e ao que é. Esse foi um dia de aprendizado para mim. Um dia que ultrapassou minhas expectativas.

Por Izabela Pacheco 


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